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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Uma grávida deve comer por dois?


Verdade ou mito?



A grávida não deve “comer por dois”, como se pensava outrora, pois se o fizer será um importante contributo para o aparecimento de problemas para a mãe (aumento de peso excessivo, diabetes gestacional, hipertensão, pré – eclâmpsia, e várias complicações obstétrica) e para o bebé (macrossomia, maior risco de obesidade infantil e de diabetes).

Deverá sim “comer para dois”, adequando principalmente a qualidade nutricional e não tanto a quantidade, pois a grávida apenas necessita de cerca de 300 calorias extra por dia, e só a partir do 2º trimestre de gravidez.

Após o parto a orientação nutricional continua a ser necessária, para assegurar as necessidades nutricionais da mãe, facilitando o aleitamento materno e a normalização do seu peso.

A mulher necessita de orientação nutricional antes, durante e após a gravidez, devendo ter acesso a consultas com nutricionista, de forma a receber a orientação necessária para compreender as suas novas necessidades nutricionais e para poder participar activamente, e de forma consciente, nas suas escolhas alimentares, durante as várias etapas da gravidez.

Deverá receber um plano nutricional específico para o seu caso e para a fase em que se encontra, com várias equivalências nutricionais e demais orientações de forma a assegurar as necessidades nutricionais do organismo da mãe e para o crescimento e desenvolvimento do feto.

Assim, tanto a mãe como o seu bebé, terão as suas necessidades nutricionais asseguradas, contribuindo para um futuro mais saudável e com qualidade de vida.

Quanto mais cedo começarmos a comer bem, tanto melhor, pois é a comer bem que asseguramos a prevenção de cerca de 80% das doenças crónicas não transmissíveis.

É importante relembrar que “nós somos o que comemos”!

Cumprimentos vitaminados,

Eduarda Alves.

Nutricionista – Membro efectivo da Ordem dos Nutricionistas

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Copyright: © By Eduarda Alves. Todos os direitos reservados. Proibida qualquer reprodução.


Consulta de Nutrição Clínica


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quinta-feira, 3 de março de 2011

Aleitamento Materno

Como amamentar o seu bebé

 
Devido ao elevado número de dúvidas sobre aleitamento materno que me têm colocado, decidi colocar aqui no Blog algumas das respostas, às perguntas que me colocam com maior frequência.



Fico contente por haver tanto interesse relativamente ao aleitamento materno, pois demonstra que as mães estão ainda mais empenhadas no sucesso da amamentação, o que é extremamente benéfico para o bebé, para toda a família e para o mundo em geral.

Já estamos em Março e a Primavera e o Verão ajudam a aumentar a amamentação.

Não existe uma explicação para este fenómeno, mas julgo que terá a ver com um maior bem-estar, devido ao “calorzinho”, experimentado pela mãe e pelo bebé.

Recordo-me de a partir de Março, a arca de conservação de leite materno da copa de leites do Hospital, começar a ter muito mais leite materno do que no Inverno. E viva o Sol! Votos de muito sucesso, com a sua experiência única de amamentação.



• Como se produz o leite materno?


Quando o bebé começa a sugar a mama da mãe, a sua sucção desencadeia um reflexo hormonal e aumentam os níveis de prolactina (hormona que estimula a produção de leite) e de ocitocina (hormona que ajuda o leite a descer para a aréola mamária). Quanto mais o bebé sugar mais leite a mãe produz.



• Quando a mãe está nervosa pode ter menos leite?


É o hipotálamo que dá o comando para que se produza a ocitocina e a hipófise dá o comando para que se produza prolactina, por isso se a mãe estiver nervosa, ansiosa, mais insegura, assustada, aborrecida, triste, ou cansada, a produção de leite é afectada e diminui. Para a aumentar, o estímulo continuado da sucção do seu bebé, resolve a situação.



• Como é que o pai pode ajudar?


O pai pode ajudar e muito! Deverá apoiar a sua companheira ao longo da gravidez, durante o parto e incentivá-la e motivá-la para iniciar e manter o aleitamento materno.

Deverá acompanhar todas as consultas e exames, pois são únicas na vida deste bebé. Mesmo que seja complicado ausentar-se do seu emprego durante algumas horas, faça tudo para o conseguir pois a futura mãe precisa do seu apoio, e além disso você é o pai e deverá ter uma participação activa. Longe vão os tempos em que era a avó materna a acompanhar a sua filha nessas andanças. Mesmo que ela também vá, não deixe de estar presente, de poder ouvir o bater do coraçãozinho do seu bebé, ou de o ver a sua pequenina imagem no monitor. São momentos únicos e insubstituíveis.



• Como retirar o leite fora de casa?


O leite materno poderá ser retirado por expressão manual ou através de bomba manual ou mecânica. A forma mais económica e prática é por expressão manual, podendo ser feita em qualquer altura e local.

São necessários alguns cuidados higiénicos, os quais passamos a citar:

- Lavar muito bem as mãos.

-Sentar-se numa posição confortável e relaxada, num ambiente tranquilo.

- Segurar um recipiente limpo perto da mama.

-Colocar o polegar acima da aréola e os outros dedos abaixo, pressionando para dentro e na direcção da parede torácica.

- Pressione e solte até o leite começar a correr.

- Continue a extracção do leite até esvaziar a mama.

- No fim passe um pouco de leite no mamilo e areola, deixe secar naturalmente antes de se vestir.

- Feche bem o recipiente e coloque-o no frigorífico ou numa malinha térmica com placa de frio.

- Ao chegar a casa divida o leite pelos biberons, previamente esterilizados, colocando-os de imediato no frigorifico.

- Poderá aquecer a quantidade de leite a dar ao seu bebé, em banho-maria, até ficar à temperatura ambiente ou morno. Agite bem antes de dar.

- Para que o bebé continue a mamar na mama e não se habitue à tetina, poderá dar o leite com uma pequena colher de plástico de bordos arredondados, ou com um copo de plástico ou com tetina anatómica com um furo de tamanho pequeno.


 

• Qual a melhor forma de conservar o leite materno?


O leite materno poderá ser conservado durante 48 horas no frigorífico, 3 meses no congelador, 12 meses na arca.



• O que é o aleitamento misto?


É a combinação de leite materno com uma fórmula para lactentes. Apenas é necessário em situações raras, em que o bebé não apresenta uma boa progressão de peso, recorrendo-se à fórmula para complementar o aporte nutricional fornecido pelo leite materno. Muitas vezes é utilizado desnecessariamente, contribuindo para a diminuição da produção do leite materno, pois o bebé habitua-se à tetina e deixa de mamar, deixando de estimular a produção de leite materno. Para prevenir esta situação, a fórmula artificial deverá ser oferecida através de uma colher de bordos arredondados ou de um copinho, e só se estiver comprovado que a criança tem uma má progressão ponderal.



• Amamentar evita que engravide novamente?


Quando se amamenta em exclusivo, ou seja o bebé bebe apenas leite materno, amamentando também durante a noite, durante os primeiros seis meses e estando em amenorreia (não menstruando), a probabilidade de ocorrer uma nova gravidez é reduzida, sendo de apenas 0,5 a 2%.


 

• As mulheres com mamas maiores produzem mais leite?


O tamanho das mamas não está relacionado com a capacidade de produzir leite, sendo completamente irrelevante o tamanho para a quantidade de leite que se produzirá. O tamanho das mamas depende da quantidade de tecido adiposo (massa gorda) que estas possuem e o tecido adiposo não interfere na produção do leite. É o tecido glandular activo que está relacionado com a produção de leite.



• Existem leites fracos?


Não. Todo o leite materno é bom e adequado especificamente para aquele bebé. Mesmo as mães que vivem em países carenciados, alimentando-se mal e apresentando desnutrição leve ou moderada, produzem leite com composição muito semelhante ás mães bem nutridas. Isto deve-se à Natureza preservar sempre o novo ser.

Existem mulheres que, mesmo antes de engravidarem, já comentam que na sua família as mulheres não costumam ter leite ou que o leite é fraco. Isto não existe, dependendo essencialmente da informação, disponibilidade, meio, condições físicas e psicológicas e vontade da mulher para amamentar. O apoio do companheiro e de outras mães da família é muito importante.

Quanto mais o bebé mamar, maior será a produção de leite, ou seja quanto maior a procura, maior é a oferta.

É muito importante que a mãe se encontre num ambiente calmo e tranquilo, evitando visitas em demasia, de forma a poder estar descansada e descontraída. A mãe, pai e bebé beneficiarão bastante com isto, ajudando muito à produção de leite.



• Parece-me que uma das minhas mamas produz mais leite do que a outra. Será só impressão minha?


Poderá acontecer ter uma mama mais “cheia” que a outra e dar essa sensação durante a mamada, mas a quantidade de leite produzida é muito similar nas duas mamas, excepto se o bebé mamar mais numa que na outra, pois nesse caso estimula mais a produção de leite na mama em que mamar mais. Deverão ser oferecidas ambas as mamas, devendo iniciar a mamada seguinte com a mama em que o bebé mamou menos na mamada anterior ou oferecer apenas uma mama em cada mamada, alternando-as.



• Amamentar provoca mamas descaídas?


Não, o que pode provocar alguma flacidez é o deixar de amamentar abruptamente, se fizer um desmame gradual as suas mamas ficarão com um aspecto similar ao anterior.

Se aumentar excessivamente de peso durante a gravidez, poderão formar-se estrias e nesse caso se a seguir ao parto perder peso rapidamente, poderá notar uma maior flacidez e agravamento das estrias, mas isto não está relacionado com a amamentação. Deverá procurar a orientação de um Dietista de forma a seguir um esquema alimentar especifico para o seu caso e recuperar o seu aspecto anterior, ou até melhorá-lo.



• Quando deverá mamar pela primeira vez?


A primeira refeição deverá ser dada logo que possível. Dar de mamar ainda no bloco de partos tem muitas vantagens para a mãe e para o bebé, ajudando a reduzir a hemorragia pós-parto e estimulando a produção do colostro, que vai alimentar e proteger o bebé de infecções, fornecendo-lhe anticorpos e alimento de fácil digestão.


 

• Como deverá ser a primeira refeição?


A primeira refeição deverá decorrer em ambiente calmo e tranquilo, se possível só com a mãe, bebé e pai na sala de partos. É um momento único, em que o novo ser é acolhido pelos pais, proporcionando-lhe com a primeira refeição alimento, carinho, aconchego e segurança. É o primeiro de muitos encontros entre pais e filho. Esta refeição transmite-lhe as boas vindas ao novo mundo, mostrando-lhe o quanto é amado e desejado. Serve também para acalma-lo pois o nascimento é uma grande mudança, trazendo o recém-nascido de um sitio quente, escuro, com sons muito próprios e com meio liquido, para um ambiente, mais ou menos movimentado, seco, mais frio e com muita luz.



• Quantas vezes o bebé deverá mamar?


Deverá ser o bebé a estabelecer os seus horários, ao seu ritmo, pois a criança tem o seu ritmo. A mãe facilmente aprende a identificar se o seu filho tem fome e que é a sua hora da refeição. Nos primeiros dois meses não se deverá deixar o bebé sem mamar mais de cinco horas, devendo acordá-lo e dar-lhe de mamar se ultrapassar esse período de tempo. Deve-se ter este cuidado por a criança ainda ter poucas reservas de glicogénio (açúcar de reserva do fígado e músculos) e poder ocorrer uma Hipoglicémia (descida de açúcar no sangue).



• Amamentar dói?


Se o bebé estiver a fazer uma boa pega, ou seja, se estiver a mamar, abocanhando o bico e toda a aréola, está a mamar adequadamente e desta forma não dói e evitam-se as fissuras da mama pois essas sim, provocam muita dor e desconforto.


 

• Vou a uma festa. Posso beber bebidas alcoólicas?


O ideal é não beber bebidas que contenham álcool. Se no entanto, isto for muito relevante para si, poderá faze-lo excepcionalmente, em quantidade moderada e tendo alguns cuidados que farão muita diferença para a saúde, presente e futura, do seu filho.

Antes da festa deverá retirar leite suficiente para as próximas 24 horas seguintes à ingestão de bebidas alcoólicas. Esse leite deverá ser guardado no frigorífico e dado durante esse período. Ajudará a eliminar o álcool se beber bastante água nas 24 horas a seguir à ingestão, pois ajuda a eliminar o álcool. Durante este tempo deverá retirar o leite e desperdiçá-lo. Após esse período de tempo, poderá recomeçar a amamentar.


Não se esqueça que a ingestão de álcool poderá diminuir a sua produção de leite (a sábia natureza a defender a cria) e que se não tiver os cuidados referidos, poderá afectar a saúde do seu filho, podendo causar-lhe vários problemas a nível do seu desenvolvimento, incluindo futuras dificuldades de aprendizagem.


 

• É verdade que o bacalhau contribui para aumentar a produção de leite?


O bacalhau, mesmo depois de bem demolhado, possui uma elevada quantidade de sódio (sal) a qual vai aumentar a sede, levando-a a aumentar a ingestão de líquidos. Ao aumentar a ingestão de líquidos vai favorecer a sua produção de leite, daí o bacalhau ser associado a um maior volume de leite.

Sob o aspecto nutricional é um bom alimento que beneficiará em inclui-lo na sua alimentação. É rico em vitamina A e D, rico em ácidos gordos polinsaturados (mais saudáveis que os existentes na carne) e é de fácil digestão.



• Quais são as contra-indicações ao aleitamento materno?


Felizmente são poucas as contra-indicações ao aleitamento materno, mas infelizmente existem. A mãe não deverá amamentar nas seguintes situações:

• Se for seropositiva (HIV positivo);

• Se usar drogas;

• Se sofrer de doença psiquiátrica grave;

• Se estiver medicada com fármacos que passem para o leite materno;

• Se tiver doença grave que a debilite;

• Se o bebé tiver alguma doença metabólica grave como a fenilcetonúria ou a galactosémia;

Boa amamentação e Felicidades para o seu (a sua ) bebé!

Cumprimentos vitaminados,
Eduarda Alves. Dietista – Membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O aleitamento materno ajuda a prevenir a anemia ferropénica?






O leite materno fornece todos os nutrientes necessários a um bom desenvolvimento, durante os primeiros seis meses de vida, sendo o seu ferro muito bem aproveitado pelo organismo do bebé - Cerca de 70% do seu conteúdo em ferro é absorvido devido à presença de lactoferrina que facilita muito a sua absorção.

A introdução precoce (antes dos 12 meses) do leite de vaca poderá conduzir ao aparecimento de anemia ferropénica, pois para além de ter um baixo teor de ferro, este não é aproveitado pelo organismo de um bebé – Apenas 30% do seu teor de ferro é absorvido.


Uma ótima semana para si, e para todos nós.

Cumprimentos vitaminados, Eduarda Alves.
Dietista – Membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas
 
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Salsa - Uma erva aromática poderosa!

  • A salsa na Grécia Antiga simbolizava festa, comunhão e alegria.
  • É muito rica em betacaroteno (provitamina A), ferro, vitamina C e B e cálcio.
  • É excelente para eliminar o hálito a alho, bastando mastigar um pé de salsa para que este desapareça. Também serve para eliminar os cheiros desagradáveis (cebola, alho) das mãos, bastando para isso esfregar a salsa nas mãos.
  • Durante a gravidez não deverá ser usada em excesso, pois poderá contribuir para um parto prematuro.
  • A salsa comum contém mais vitaminas e minerais do que a salsa frisada.
  • Por ser rica em betacaroteno (próvitamina A) é muito importante para manter a saúde da pele e uma boa visão.
  • Durante a amamentação deverá ser consumida com moderação, pois poderá diminuir, ou mesmo cessar, a produção do leite. Em algumas aldeias do norte de Portugal, quando as mulheres querem secar o leite, colocam ramos de salsa nas axilas durante alguns dias, com bons resultados.
  • É muito utilizada na gastronomia portuguesa, conferindo-lhe um aroma muito típico.
  • Ajuda a estimular o apetite.
  • Pode ser utilizada em vários pratos como omeletas, saladas, arroz, massa, carne ou peixe.
  • É utilizada em várias preparações fitoterapicas.
  • A infusão de salsa é eficaz nas cólicas das crianças.
Pergunte à sua nutricionista/dietista quais os benefícios que poderá obter para o seu caso especifico e como a deve utilizar.


Uma boa semana para si, e para todos nós.

Cumprimentos vitaminados,
Eduarda Alves.
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