quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Os fitatos fazem mal?




O que são fitatos?

Os fitatos são derivados do ácido fítico (mioinositol do ácido hexafosfórico – C6 H18O24P6) e estão naturalmente presentes em alguns alimentos de origem vegetal, como as sementes e as leguminosas.

Onde se encontram os fitatos?

Encontram-se principalmente nas cascas das sementes, dos frutos oleaginosos, das leguminosas e dos cereais, como por exemplo na quinoa, amaranto, farelo de trigo, grãos de aveia, feijão, grão, tremoços, arroz integral, avelãs, sementes de girassol…

Quais as consequências da presença dos fitatos em alguns alimentos?

Os fitatos ligam-se a alguns nutrientes como os minerais – ferro, magnésio, cálcio, zinco…- e as proteínas (incluindo enzimas digestivas necessárias para um eficaz aproveitamento das proteínas ingeridas), formando complexos insolúveis e diminuindo assim a sua assimilação pelo nosso organismo.
Acabam por exercer um efeito anti nutricional, reduzindo a absorção de alguns nutrientes.

Como posso diminuir o teor de fitatos nos alimentos?

Ao demolhar – como no caso das leguminosas, de algumas sementes…- cozinhar, ou fermentar (como ao fazer pão, bolos…), ou ao usarmos algumas especiarias e ervas aromáticas – como o louro - reduzimos significativamente a quantidade de fitatos.
Consequentemente, reduzimos a sua ação anti nutricional, e melhoramos a biodisponibilidade de vários nutrientes.
No caso das leguminosas – feijão, grão, chícharos, soja…- devemos demolhá-las durante um tempo mínimo de 12 horas, mudando a água várias vezes, e guardando o recipiente no frigorifico.
Por fim, devemos cozinhá-las numa nova água.
Assim, para além de aproveitarmos melhor os seus nutrientes, também melhoramos a sua digestibilidade.

Os fitatos têm algum benefício para o nosso organismo?

De acordo com estudos recentes, observou-se que os fitatos podem ter um papel como coadjuvante na prevenção e controlo de várias doenças - como alguns tipos de cancro, doenças cardiovasculares, diabetes, litíase renal…- participando em várias reações bioquímicas do nosso organismo, e podendo ter uma ação funcional importante para o seu equilíbrio.

Em síntese

Deveremos reduzir o excesso de fitatos dos alimentos – através dos vários processos mencionados anteriormente – mas também devemos ter em conta que os alimentos com maior teor de fitatos, de um modo geral, também são mais ricos em fibra insolúvel, em vitaminas, minerais e vários fitoativos, pelo que deverão fazer parte de uma alimentação variada, funcional e nutricionalmente equilibrada.
Cada pessoa é uma pessoa, devendo ser tratada como tal, pelo que um aconselhamento nutricional personalizado poderá fazer toda a diferença.


Cumprimentos vitaminados,

Eduarda Alves.
Nutricionista – Membro efectivo da Ordem dos Nutricionistas

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