Marcação de consulta

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O meu filho é “gordinho”. Que alimentos lhe devo dar?

A obesidade infantil já é considerada a “epidemia do século XXI”, tal é a sua dimensão actual. Portugal não é excepção, tendo cerca de 31,5% de crianças com excesso de peso, das quais cerca de 11% são obesas.

A alimentação da criança obesa deverá ser variada e equilibrada e conter todos os nutrientes necessários a um desenvolvimento adequado. É necessário que a energia fornecida seja a adequada, para a manutenção de peso ou para promover a perda de peso, dependendo da idade da criança, do percentil em que se encontra e se já tem, ou não, alguma doença associada à obesidade.

Deverá ser uma alimentação rica em fibras (sempre com saladas ou hortaliças e legumes ás refeições principais e incluir frutas fora das refeições principais), fraccionada (cerca de seis refeições por dia), fornecer um bom aporte hídrico (principalmente através de água ou infusões de ervas), poucos doces e gorduras (evitar fritos, fast food, molhos industriais), deverá incluir sempre o pequeno-almoço e um pequeno lanche a meio da manhã.

A criança obesa poderá comer de tudo, em quantidades adequadas e combinadas caso a caso, de acordo com as necessidades energéticas e nutricionais de cada criança.

É necessário aprender a comer adequadamente, envolvendo sempre a família e a escola. Ao longo das consultas de Nutrição e Dietética é efectuada uma reeducação alimentar familiar, sendo frequente os pais com excesso de peso, também emagrecerem durante este processo.

Há que descobrir formas mais saudáveis, e igualmente agradáveis, de preparar os alimentos, por exemplo os filetes de peixe panados podem ser assados no forno, apenas com algumas gotas de azeite e sumo de limão. As batatas, em vez de fritas, podem ser confeccionadas no microondas, com sumo de limão e ervas aromáticas, quase sem gordura, ficando muito agradáveis e com muito menos calorias. Os gelados e mousses podem ser preparados com frutas, cacau magro sem açúcar e iogurtes magros, com pouco ou nenhum açúcar adicionado. A gelatina de frutas poderá ser preparada com Agar-agar em flocos, sumo de frutas, água e, para os mais gulosos, pode-se adicionar um pouco de frutose (açúcar da fruta). O Agar-agar é um extracto de algas rico em vários nutrientes como a fibra solúvel (extremamente saciante), cálcio e magnésio, possuindo um elevado poder gelificante e poucas calorias. Estas alternativas são mais saudáveis, menos calóricas e igualmente saborosas e apelativas para as crianças (e também para os pais!).

A Alimentação saudável deverá ser variada e agradável. Os pais de acordo com os princípios de dietética e nutrição que lhes são ensinados durante as consultas, vão adaptando os suas refeições e transformando os seus hábitos alimentares.

E não se esqueçam de dar o exemplo aos vossos filhos, pois as crianças são muito atentas e assimilam tudo o que vêem os pais e irmãos fazerem.

É simples prevenir a doença e manter a saúde se desde cedo incutirem no vosso filho hábitos alimentares saudáveis, bem como de exercício físico. Boa saúde para todos!

Dra. Eduarda Alves
Dietista no Hospital de S. Francisco Xavier,
Directora da Clínica dos Alimentos,